Profissionais de direito e Legaltechs: da desconfiança à colaboração
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Profissionais de direito e Legaltechs: da desconfiança à colaboração

O ano de 2017 foi um ano promissor para as Lawtechs e Legaltechs em relação aos paradigmas quebrados. 2018 inicia sob um novo prisma colaborativo entre profissionais de direito e empresas de tecnologia legal.

A tecnologia legal e seu papel medular para o direito

Quando as Legalltechs ou Lawtechs criam serviços legais que automatizam a experiência, fluxo de trabalho e documentos, os escritórios de advocacia, equipes legais corporativas e os advogados são os maiores beneficiados. Essa parece ser, sem dúvida, a mais nova argumentação que permeará a indústria do direito em 2018.

As startups de direito depois de passarem por uma fase inicial de desconfiança estão se diversificando e tornando cada vez mais substanciais. Cada vez mais as profissões jurídicas incorporam a ideia de que o mundo do direito mudou.

Nesta nova conjuntura, em vez de opositores, as Legaltechs são percebidas como aliadas medulares. De fato, não há excesso nesta afirmação, pois elas buscam tecnologia para permitir que os advogados empreendam seu trabalho de forma mais eficiente, precisa e eficaz.

A evolução do ecossistema legal

Legaltech não é mais uma palavra que atemoriza. Talvez ainda crie reflexões de que como o direito será exercido depois de amanhã. Com certeza, sempre é necessário fazer uma sondagem, mas não se pode de modo algum chafurdar no que incomoda, principalmente quando se trata de disrupção.

E, de algum modo, todos os atores do ecossistema legal parecem ter este novo entendimento. Em face de essa nova percepção, todos ou a grande maioria parecem embarcados em um processo de descoberta e colaboração inteligente.

As parcerias estão se multiplicando, iniciativas e inovações estão florescendo, a partir da conscientização de que as empresas legais têm como papel primordial melhorar a forma como a lei é praticada.

Em suma, não faz sentido para as Legaltechs o fato de seus produtos, serviços e empreendimentos não estarem a serviço da constante evolução profissão legal.

Essa é a razão pela qual os próprios advogados atuam junto às Legaltech ou mesmo estão se tornando empresários da indústria de direito. A Juridoc, por exemplo, primeira plataforma jurídica online do Brasil que oferece serviços para pequenas e médias empresas, tem nos advogados os seus principais parceiros.

Ao automatizar e simplificar procedimentos legais que vão desde a abertura de uma empresa à elaboração de um contrato de trabalho ou acordo de acionistas, a startup abre as portas para um novo tipo de cliente. Melhorar o acesso à lei para um mercado de consumo relativamente que antes era pouco atendido, sem dúvida, é uma forma de agregar valor à profissão legal.

Essa fusão entre tecnologia e direito, papel primordial das Legaltechs, democratiza e abre as portas para um cliente que começa a “desmitificar o direito” e torná-lo um bem comum mais acessível.

Se por um lado as Legaltechs cumprem essa missão de valorizar as necessidades reais do cidadão, por outro lado também permitem que o advogado exerça sua profissão de forma mais dinâmica.

Com o uso de inteligência artificial, por exemplo, executam-se tarefas de forma mais rápida e precisa. Do mesmo modo, a juremetria permite que escritórios de advocacia, instituições financeiras e corporações compreendam com precisão os riscos legais associados a mudanças regulatórias.

Isso substitui de forma eficaz o tempo utilizado na coleta de dados para avaliar os padrões de tomada de decisão e taxas de sucesso de litígios. Toda essa inovação legal gera oportunidades de colaboração inteligente e transforma advogados e Legaltechs em parceiros.

Quais são as novas oportunidades quando as peças se alinham?

No Brasil, segundo um levantamento inicial da Legaltech no Brasil são mais de 80 empresas com ampla representatividade no setor. Essas empresas redesenham por meio de suas ferramentas uma nova organização para a esfera jurídica que não somente apoia os profissionais de direito como também abrem novas oportunidades.

O direto se pauta por um novo know-how desencadeado pela tecnologia legal. A partir de uma troca de experiência e uma maior colaboração entre estes dois atores ambos repensam a essência de suas missões. Sem o confronto, as mudanças que afetam a prática da lei abrem amplas perspectivas para o setor.

A partir do momento que se resolvem medos e as desconfianças, aliam-se esforços para buscar soluções concretas e tecem-se objetivos comuns.

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