A Quarta Revolução Industrial e as tecnologias disruptivas
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A quarta revolução industrial e o impacto das tecnologias disruptivas

“Empresas líderes – e as decisões que tomarem – determinarão o impacto que essas tecnologias terão na sociedade.”  Zvika Krieger

A quarta revolução industrial e as mudanças na engrenagem da máquina  

A quarta revolução industrial, ou indústria 4.0, está em pleno desenvolvimento graças às tecnologias e tendências disruptivas.

A robótica, a Internet das Coisas, a Realidade Virtual e a Inteligência Artificial estão mudando a maneira como vivemos e trabalhamos.

Se a terceira revolução industrial ou a revolução digital, envolveu o desenvolvimento de computadores e a tecnologia da informação, a quarta revolução traz no seu cerne a disrupção.

Ou seja, a nova era é veloz e impactante. Ela muda a potência do jogo ao abordar uma nova forma de conceber o modo como lidamos com os negócios, o trabalho e até mesmo o conhecimento.

A quarta revolução tecnológica e as tecnologias disruptivas

Cada vez mais percebemos a automatização de todos os campos de atuação do homem. Na indústria, no consumo,  nas ciências e té mesmo na própria aprendizagem e o “modo de fazer as coisas”.

Não há mais uma compreensão absoluta de que é possível e de onde vamos chegar com as transformações desta quarta revolução industrial.

Para o professor Klaus Schwab, fundador e presidente executivo do Fórum Econômico Mundial e autor da Quarta Revolução Industrial, existem três aspectos que definem essa dinâmica atual de tudo o que já vivenciamos: a velocidade dos avanços tecnológicos, a abrangência do escopo e o impacto de novos sistemas.

Para a grande maioria dos teóricos, a velocidade das descobertas atuais não tem precedentes históricos e deverá transformar de forma vital os sistemas de produção, gestão e governança.

As constantes inovações da indústria 4.0

Face a tudo isso, existe um caminho de possibilidades que precisa ser mensurado cada vez que se congregam novas tecnologias em busca de avanços para todas as ciências e campos do conhecimento.

Por isso esse desenvolvimento, ao mesmo tempo que atrai, produz inquietação. Principalmente em relação  às mudanças relacionadas ao modo como algumas habilidades humanas podem ser tão rapidamente substituídas.


Todos os dias somos apresentados a algum projeto impulsionado pela força motriz de uma tecnologia, criam novas possibilidades de consumo e de atendimento.


Sem dúvidas, essas inovações apontam que existe uma mudança efetiva tanto na oferta quanto na procura. Percebe-se cada vez mais a tendência de serviços oferecidos por plataformas digitais que começam a interromper as tradicionais estruturas existentes. 

Por isso, as empresas e instituições, sejam privadas ou públicas, necessitam modificar os seus padrões de projeção, comercialização e distribuição de produtos e serviços.

No setor jurídico, essas plataformas têm inserido maneiras totalmente novas de consumir serviços. A automação, por exemplo, permitiu obter documentos jurídicos e contratos de forma 100% online. 

Além disso, já existem ferramentas online para resolução de disputas jurídicas. Sem mencionar, a questão dos robôs que assumem diversas funções exercidas por advogados.

O que inclusive tem despertado reações contrárias por parte de algumas entidades de advogados. Um exemplo, é a recente manifestação em relação ao robô Valentina, da empresa Hurst, que presta atendimento na área trabalhista.  

Esse é o efeito da quarta revolução nos negócios. Se a terceira revolução foi marcada pela digitalização, a quarta é baseada na convergência e combinações de tecnologias e permite ir além. 

Dito isto, a única certeza desta transformação é que deve-se buscar subsídios para entender este ambiente desafiador e nada hesitante em quebrar paradigmas. 

Como a disrupção mudará os empregos?

A palavra disrupção parece estar em todo lugar. Mas afinal o que é disrupção? Por que disrupção parece ser o termo mais engajado da quarta revolução industrial?

Em primeiro lugar, o termo “disrupção” é uma criação de Clayton Christensen. Professor da Harvard, ele fez alusão ao conceito de “destruição criativa”, utilizado pelo economista austríaco Joseph Schumpeter para explicar os ciclos do capitalismo. 

Para esses teóricos, o capitalismo se nivela por meio de estágios ou etapas. A  cada ciclo, uma nova revolução se manifesta. Essa revolução, industrial ou tecnológica, corrói os estágios anteriores. 

Logo, ocorre uma transmutação de seu mercado. Ou seja, a disrupção não agrega, ela transforma. 


Em síntese, é como se tudo o que conhecemos ontem em termos de negócios, relacionamento com clientes e colaboradores, não faça mais sentido hoje.


Em vista disso, a nova era industrial estaria criando diversas transformações principalmente em relação ao mercado de trabalho. 

Assim como as empresas estão mudando sua forma de operar, também há novas configurações para  o que chamamos de emprego.

Para confirmar isso, basta um olhar para o relatório do “Futuro dos Empregos” do Fórum Econômico Mundial. O estudo revelou que 35% das habilidades básicas vão mudar entre 2015 e 2020.

Essas mudanças serão lideradas pela inteligência artificial, robótica, impressão 3D, nanotecnologia e a biotecnologia.

Além disso, a perspectiva é de que se perca cerca de 5 milhões de empregos no mundo até 2020. O que isso significa?

Talvez que chegamos em um momento que toda a compreensão que temos de de mercado, consumidor, clientes, colaboradores está em evolução.

Qualquer observação instrutiva sobre isso é útil para entender, no final das contas, que o desfecho de toda essa disrupção é continuidade.

Ou seja, é a fluidez de ideias, pessoas, espírito empreendedor, conhecimento e, acima de tudo, o aprimoramento das habilidades individuais. E, acima de tudo, de sucessivas possibilidades.

Fontes de pesquisa:

Veja:  https://www.weforum.org/agenda/2016/01/the-fourth-industrial-revolution-what-it-means-and-how-to-respond/

Veja: https://www.salesforce.com/blog/2018/02/future-of-jobs-fourth-industrial-revolution.html

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